terça-feira, 12 de janeiro de 2010

CASA NOVA...

O formigueiro é a casa da formiga.E da rainha,seus ovos e operárias.Assim a colméia é das abelhas,sua superiora e os mesmos anteriores.A casa do botão é sua prisão.E a residência do pé,o calçado,dá chulé.A casa do trabalhador é onde passa maior parte do tempo,longe de casa.Um terço da vida passamos na casa do sono,o sonhar.Mas nem sempre lembramos o que sonhamos.Quer dizer que não tivemos sonhos?E,sem sonhos,vamos realizar o quê?A realização é a casa dos desejos,e nem por isso menos desejada.Um ósculo na boca,e está roubado a casa dos sentimentos,o coração.Já roubaram sua casa?Mas com certeza já levaram um pedacinho desta residência emotiva.Se tivessem pego a janela terias percebido,o sol entraria sem ser convidado.E a lua banharia todo dia as noites em harmonia.Se fosse o telhado,seria a chuva a lhe alertar,todo molhado correndo a se abrigar.As paredes nem se fala,onde pendurar os quadros pintados com sangue,suor e lágrimas degradê.Se lhe tiram o chão,cai sem fundo,é o fim do mundo.E papai é um gringo,fumando cachimbo.Já tentaram me roubar,mas os cães de minhas têmporas pulsam só de lembrar que possam desejar a casa das emoções,que por sinal já tem dono.Mas outra vez senti sono,preciso da chave do sonhar.Será que desta vez vou me lembrar?Não sei,mas vou tentar...

Tiago Cunha em 13/01/10

Para Alessandra,Zara e Will....

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Este ano eu vou...


Este ano eu vou....respirar bastante,com certeza....ouvir muita música....e outras coisas também....
Este ano eu vou....viajar?!?!como sempre....tô sempre viajando....mente e corpo....
Eu vou.....fazer um monte de coisas....algumas que planejei....outras simplesmente vou fazer...
Eu....este ano.....vou......fazer......ou no ano que vem???Faça hoje o que podes fazer amanhã....ou seria o contrário.....
2010....é um número legal.....o que será que dizem astrólogos e numerólogos em geral.....se bem que não darei bola mesmo....dando um passo de cada vez,mas sempre em frente:KEEP ON TRUCKIN!!Como diria e desenharia Crumb!!
Faz algo diferente,cara....te agiliza.....sai do armário se for teu caso.....entra nele,se for o teu.....te apruma,ou desarruma....começa de novo....ou termina o que ficou pendente.....dá mais risadas....ou chora um pouco se for sincero....lê um livro,cria vergonha nesta cara.....ou vive!!!!
Tua cabeça é teu guia...sempre....boa sorte neste ano....todos os dias......

Abraço....

Tiago Cunha

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Textículo....com 'x'.....

O que fazer quando acaba a pilha do rádio portátil...

Acabou a pilha do meu radinho...putz,que saco,agora vou ficar aqui com meu silêncio chato e barulhento;o quê??teu rádio ainda é a pilha?!?!Comentou minha consciência movida a lítium,é só conectar na tomada e esperar alguns instantes até carregar e pronto,sair a ouvir seu sonzim...mas desta vez,me ferrei pois a pilha acabou,e é aquelas tipo 'palito',bem fininha.Chamam de 'AAA',não me perguntem porquê usam este código pois,quanto maior a pilha,menor o código.E essas são mais difíceis de achar e mais caras!!Que código besta,insisto...mas preciso do som,música para me concentrar,ou desconsertar,depende do que vou fazer,ou fingir fazer.Sabe,acho que vou aproveitar o silêncio e pedir alguns conselhos,dizem que ele é tão sábio e poderoso.Sabes quando pergunta algo crucial e a resposta vêm em silêncio?Certa vez,ele me confessou(bem baixinho,claro,pra ninguém ouvir...)que estava cansadão da perenitude,o tédio rondava a vizinhança e ele não queria ser abatido.Tava feito.Abateu o tédio com uma festa bem barulhenta,regada a banda,bebida e bundas...mas o rádio não era movido a pilha,e sim a bateria,baixo,guitarra e microfone....assim não acabou tão cedo....todos estavam muito 'pilhados'...

Tiago Cunha

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um dia quente de sol onde seus melhores planos são seus principais companheiros...


Rastros do tempo

Nesse momento fora deixado um rastro,o qual eu não sei se quero que sigam,
Ou se quero que se apague,na verdade não sei se quero algo...
Se deixo que o tempo tome conta...
Será que o tempo consegue fazê-lo?Apagar certos rastros?
Eu nunca o vi,apenas sinto seus sinais...você já viu o tempo??
Também não,certo!!Mas,com certeza,já sentiu seus sinais!!Já o percebeu...
Passando...demorado...rápido,tedioso...prazeroso,completo...estranho,calmo...agitado,febril...
Mas você não o viu...como sabe que ele existe??
E que pode curar feridas...que teimam em não cicatrizar...se nem forma ele tem...
Será que ele consegue apagar os rastros...se ele está sempre passando...
Ele não para,não pode perder tempo com isso...
Mas agora eu aprendi;sou discreto,não deixo mais rastros,
E ainda continuo com medo,sinceramente,temente
Pois nossos rastros são os sinais do tempo,nem mais
Nem menos...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

SAUDADE-PESQUISA


Saudade-Pesquisa
A palavra Saudade traz em si, diversos significados que podem ser interpretados de acordo com o contexto onde é aplicado. Sua origem encontra-se no Latim, Solitate, e se pesquisada, descobriremos que a conotação contemporânea distanciou-se da original. Saudade não mais se refere ao sentimento de solidão preservado em variações de línguas românicas como o espanhol: soledad e soledat.
Sobre a saudade, podemos encontrar definições como "Sentimento mais ou menos melancólico de ausência, ligado pela memória à situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável"; ou "Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido". Como sinônimos, encontramos Lembrança e Nostalgia.
Em 30 de janeiro celebra-se o "Dia da Saudade". Na gramática Saudade é substantivo abstrato, tão abstrato que só existe na língua portuguesa. Os outros idiomas têm dificuldade em traduzi-la ou atribuir-lhe um significado preciso: Te extraño (castelhano), J'ai regret (francês) e Ich vermisse dish (alemão). No idioma inglês encontramos várias tentativas: homesickness (equivalente a saudade de casa ou do país), longing e to miss (sentir falta de uma pessoa), e nostalgia (nostalgia do passado, da infância). Mas todas essas expressões estrangeiras não definem o que sentimos. São apenas tentativas de determinar esse sentimento que nós mesmos não sabemos exatamente o que é. Não é só um obstáculo ou uma incompatibilidade da linguagem, mas é principalmente uma característica cultural daqueles que falam a língua portuguesa.
Saudade não tem cor, mas pode ter cheiro. Não podemos ver nem tocar, mas sabemos o quanto é grande. Pode ser o sentimento que alimenta um relacionamento amoroso ou apenas o que sobra dele. Pode ser uma ausência suave ou um tipo de solidão. Pode ser uma recordação daquele momento e daquela pessoa, que um dia, mesmo sabendo ser impossível, ousamos querer reviver e rever. É a dor de quem encontrou e nunca mais encontrará, de quem sentiu e nunca mais voltará a sentir. A saudade se combina com outros sentimentos e procria-se. A soma da saudade com a solidão é igual a Dor. O resultado da saudade com a Esperança é a Motivação.
Saudade é uma só, em diferentes palavras. É comum encontrá-la grafada nas lápides em alusão a dor da ausência provocada pela morte. Mas na Literatura e na Música é um tema crônico. É quem arquiteta a estrofe e conduz o tom. Não importa o gênero literário ou o estilo musical, não importa o autor, a época ou a situação.
Casimiro de Abreu versificou sua saudade da infância: "Oh! que saudades que eu tenho / Da aurora da minha vida / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais!". Álvares de Azevedo antecipou a saudade mortal: "Se eu morresse amanhã, viria ao menos / Fechar meus olhos minha triste irmã / Minha mãe de saudades morreria / Se eu morresse amanhã!". A poetisa portuguesa, Florbela Espanca, também registrou sua saudade: "E a esta hora tudo em mim revive / Saudades de saudades que não tenho... / Sonhos que são os sonhos dos que eu tive...".
O Rock brasileiro transformou a saudade numa de suas bandeiras. Renato Russo cantou: "nessa saudade que eu sinto / De tudo que eu ainda não vi". Ainda nas canções de Renato: "dos nossos planos é que tenho mais saudade". Entre o Rock e a MPB, Cazuza, declarou: "Saudade do que nunca vai voltar / E dos amigos que se foram / Eu hoje estou com saudade". Tom Jobim e Vinícius de Moraes compuseram: "Chega de saudade / A realidade é que sem ela não há paz...".
Saudade é um registro fiel do passado. É a prova incontestável de tudo que vivemos e ficou impresso na alma. Ao confessarmos uma saudade, na verdade, estamos nos vangloriando de que, ao menos uma vez na vida, conhecemos pessoas e vivemos situações que foram boas, e serão eternas em nossa alma. Nutri-la, é alimentar o espírito e a própria existência.
Se há tantas e, ao mesmo tempo, tão imprecisas definições de saudade, resta-nos apenas cultivá-la e alimentá-la com pensamentos, músicas, perfumes, fotografias, lugares, fins de tarde e madrugadas. Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será a saudosa lembrança de amanhã.(site-http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/saudade.htm).



Deve ser por isso que nós dispomos, na Língua Portuguesa, de uma palavra que não tem igual no mundo em sentido, em significado, em força, tanto no aspecto denotativo (se isso é possível!) como no conotativo. É a palavra saudade, de origem tão obscura como o fundo dos mares portugueses, tão misteriosa como a virgindade das selvas brasileiras, ou tão cheia de calor como as terras de Angola ou Moçambique, também de linguajar lusitano.De onde veio realmente o vocábulo saudade? Do latim solitate (soledade, solidão)? Do árabe saudah? Dos arcaísmos soydade, suydade? Até Antenor Nascentes, que foi nosso melhor estudioso da etimologia, não é convincente na explicação da origem. Influência da palavra saúde, como pode parecer uma analogia fonética? Dificilmente.Não sendo possível definir a matriz de onde sai esta filha tão grata a todos nós, resta-nos apenas a satisfação e a honra de tê-la em nosso vocabulário, sem o perigo de competição por parte de qualquer língua de dentro ou de fora de nossa família latina. O francês solitude está longe de ter o mesmo significado. Mesmo do esperanto (re)sopiro e rememoro estão longe de alcançar nossa expressividade. São termos que passam a quilômetros de distância da riqueza semântica do que usamos.E o que é mesmo saudade? Um sentimento que deve existir no coração de toda criatura humana, seja ela de qualquer raça, de qualquer parte do mundo, seja pobre, seja rica. A saudade não escolhe, não discrimina, não se faz de rogada para existir. Ela vem de mansinho ou vem fortemente, chegando quando menos se espera. A saudade é amiga da solidão, companheira inseparável do amor, visita invisível da amizade, às vezes pedaço de paixão, em muitos casos suave perfume de momentos de carinho e ternura.Em muitas línguas, além de o termo "saudade" não existir, não há expressões com o mesmo sentido. Existem, sim, termos semelhantes. Os húngaros, por exemplo, têm uma palavra - hongavy - que exprime saudade da pátria ou de casa. Entre os finlandeses, o termo ikävää é utilizado para expressar tristeza por estar longe de um lugar. Já entre os alemães e ingleses, as pessoas quando sentem falta de outra podem dizer, respectivamente, Ich bin sehnsüchtig ou simplesmente I miss you (que equivale a sinto falta de você). Em espanhol, finalmente, o mesmo sentido é atribuído à frase te hecho de menos.(site-http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20061025120627AAk8Ivz).






Speed Poetry...ou Poesia Rápida...ou ainda Fast-food da Mente

Quem tem...

Quem não tem cão,caça com gato
Mas quem tem pão e não tem prato?
Espera um pouco e raciocina!
Vai dar uma volta na esquina

Pra ver se fica tudo igual
Ao seu bagunçado quintal
Cão em cima do prato
Gato caçando rato

domingo, 15 de novembro de 2009

+ 1 Conto...


De novo...

Sempre no final do mês ele seguia até o esperado momento no mesmo edifício velho e cinza da esquina.Ele caminha até ele,sobe no elevador até o 14º andar.Toca a campainha,apenas uma vez para não chamar atenção.Ela atende,com uma roupa pequena mas discreta e sensual.Eles se cumprimentam,não parecem se conhecer há tanto tempo.Ele abre a boca para dizer algo.O dedo indicador dela sela seus lábios rapidamente,indicando um silêncio bem vindo e sensual.Ele respira fundo e se arrepia profundamente.Todos os pelos de seu corpo estão em riste.Os bicos de seus seios apontam para algo que não pode ser visto na parede do pequeno apartamento alugado no centro da Cidade.-É uma cidade grande,existem perigos para uma mulher sozinha;ela sempre exclamava quando era questionada por ele sobre a aquisição de uma casa melhor,ou outro local mais apropriado.Demora para tirar sua roupa,ela pensa.E também se arrepia ao pensar em suas palavras quentes em seu ouvido.Enquanto ela imagina e planeja,ele já está nu em sua frente.Ela,seminua,termina de se despir e respira rápido,ofegante,sabendo que o momento é único e passa em um segundo.Eles se tocam,como adolescentes em seu primeiro encontro.Não podem demorar-se,é a regra e eles a seguem,sem problema.Trocam momentos perfumados,corporais artificiais e naturais.Sabem que se gostam,mas não devem,não podem.Quase se arranham,sem poder se marcarem.Mas estão profundamente marcados,algemados,queimados.Terminou.Foi quase bom,se não fossem as regras,as proibições.Mas eles respeitavam.Sabiam.-Saco,essa chuva não passa...fala ele de forma envergonhada e olhando para o chão.Pega a carteira,tira uma nota.passa a ela.Seus dedos se tocam,e isso é sentido por ambos.Se imaginam em um calçadão,na praia,passeando de mãos dadas,após um longo banho de mar.Imaginam,ambos,e é só...Ele parte,se despede dela.Ela pede que volte,sempre.A porta se fecha de vagar.Caminha até o elevador,seu cheiro infesta sua mente e guia seus pensamentos até seu corpo.Mas precisa aterrissar,voltar ao cotidiano,a seu trabalho.Chega ao térreo.-Saco,essa chuva não passa;reclama um passante.Ele acorda.Chega ao trabalho.Mas sua mente não.Está em outro plano.Seu eterno mundo-corpo-perfumado o qual ele sonha sempre a que chegue o momento outra vez.De novo...

Tiago Cunha